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Obras na Avenida Tronco, em Porto Alegre, dependem da remoção de mais de 60 famílias | Rio Grande do Sul

[bloqueador2]Duplicação da Avenida Tronco causa transtorno para moradores da região

Duplicação da Avenida Tronco causa transtorno para moradores da região

A retirada dos moradores que estão na rota das obras de duplicação da Avenida Tronco, Zona Sul de Porto Alegre, é um dos maiores entraves da obra, iniciada em 2012. A obra deveria ter sido concluída antes da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, mas foi paralisada em 2016, e retomada dois anos depois.

Atualmente, a previsão de conclusão é 2022. A prefeitura espera retirar todas as famílias até o final deste ano.

Os 5,3 quilômetros da avenida se estendem do Jockey Clube, no bairro Cristal, até a avenida Gaston Mazzeron, junto ao Estádio Olímpico, no bairro Medianeira. Desde o início das obras, 131 famílias foram removidas do entorno. Ainda faltam 64. Entre os que seguem sem acordo, há registros de reclamações quanto à negociação com a prefeitura.

O professor Lídio Santos conta que mora nas imediações há 32 anos. Estava em negociações com a prefeitura para receber a indenização, mas foi surpreendido por uma intimação dando prazo de 15 dias para deixar a casa.

“A gente não quer parar a obra, não é contra, é até a favor, que ajude a comunidade a modernização, só que a gente não pode sair correndo também, com essa liminar que quer que a gente saia em menos de 15 dias”, reclama.

O Departamento de Habitação de Porto Alegre explica que esse é um caso isolado, que envolve um processo em que a família entrou na Justiça. Mesmo assim, ainda pode ser feito um acordo.

Outro morador, que não quis se identificar, diz que aceitou a indenização, mas não consegue receber o dinheiro.

“Eles ficam enrolando, uma hora é troca de diretoria, outra hora tá em avaliação, tá no financeiro. Eles ficam só enrolando”, comenta.

A prefeitura diz que há dinheiro disponível para as remoções, mas que problemas nas documentações de muitas famílias atrasam o processo.

“A gente identificou problema de documentação de muitas famílias, muitas vezes deixam de encaminhar corretamente a documentação e quando chega ao tabelionato, é feita uma revisão, e a gente é obrigado a solicitar novas documentações”, aponta o superintendente de Ação Social e Cooperativismo do Departamento de Habitação, Emerson Correa.

O consórcio responsável pela obra é formado pela Construtora Pelotense, Toniolo Busnello e Brasília Guaíba.

Em 20 de fevereiro de 2018 foi assinado um contrato de financiamento de R$ 120 milhões com o Banrisul para viabilizar.

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