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Segurança é reforçada para votação do código de conduta da Universidade Federal de Santa Maria | Rio Grande do Sul

Viaturas da Polícia Federal fazem a segurança do prédio da reitoria durante a votação (Foto: Maurício Rebellato/RBS TV) Viaturas da Polícia Federal fazem a segurança do prédio da reitoria durante a votação (Foto: Maurício Rebellato/RBS TV)

Viaturas da Polícia Federal fazem a segurança do prédio da reitoria durante a votação (Foto: Maurício Rebellato/RBS TV)

A segurança do prédio da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi reforçada para a votação código de conduta da instituição. A reunião do conselho é fechada e tem a presença de oito acadêmicos que representam os estudantes no Conselho Universitário.

O código de conduta da instituição apresenta medidas e punições contra alunos infratores. A medida ganhou prioridade depois que práticas de racismo, furtos e até de estupros aconteceram dentro da universidade. A votação já foi adiada outras vezes porque alguns estudantes são contrários ao código e a forma como ele foi construído.

A reunião é fechada e tem a presença de oito acadêmicos do Conselho Universitário (Foto: Maurício Rebellato/RBS TV) A reunião é fechada e tem a presença de oito acadêmicos do Conselho Universitário (Foto: Maurício Rebellato/RBS TV)

A reunião é fechada e tem a presença de oito acadêmicos do Conselho Universitário (Foto: Maurício Rebellato/RBS TV)

Em 2017, dois casos de racismo, dentro da UFSM, tiveram grande repercussão. Seis estudantes foram alvo de discriminação, mas até hoje os culpados não foram identificados.

Outro crime que está sendo investigado vem de dentro da Casa de Estudante. Em junho deste ano, uma jovem, disse que teria sido estuprada dentro da universidade.

O caso está sendo acompanhado pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e pela Comissão Permanente de Inquérito e Sindicância Administrativa da UFSM. O aluno apontado como suspeito foi notificado para se defender. Até agora, não houve nenhum tipo de punição.

Após casos de racismo, Universidade Federal de Santa Maria vota código de conduta

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Muitos estudantes pedem regras mais severas: “se a gente não tiver apoio da reitoria e das pessoas mais influentes cada vez menos as pessoas terão coragem de falar e de agir contra isso”, afirma a aluna Jéssica Soares.

Diante dos acontecimentos, a universidade decidiu criar um instrumento legal que prevê direitos e deveres dos estudantes. Em outubro do ano passado, um código disciplinar começou a ser construído. Mas para que entre em vigor precisa ser aprovado pelo Conselho Universitário. Além dos direitos, o documento determina o que são as infrações leves, graves e gravíssimas, com sanções que vão desde a advertência até a expulsão do estudante.

Na última sexta-feira (6), o código seria votado, mas um grupo de alunos impediu que os conselheiros participassem da reunião. Nesta quarta (11), alunos contrários ao código fizeram um protesto na entrada do restaurante universitário. Nos cartazes, pediram assistência estudantil, acompanhamento à vitima e uma comissão com dois estudantes, e não apenas um como está previsto no código. O grupo acredita ainda que o código deve adotar medidas educativas e não punitivas.

“Que seja construída horizontalmente, que a gente possa construir e argumentar, colocar as nossas propostas, que a gente faça assembleias de curso e a gente que possa fazer as assembleias gerais, estruturar esse código, reestruturar essa comissão avaliadora, e colocando as necessidades estudantis. Que além de medidas disciplinares, que a gente coloque os nossos direitos nesse código também”, argumenta Paola Pfeifer, estudante.

O reitor da universidade, Paulo Afonso Burmann, diz que os alunos foram ouvidos e que a criação deste código está previsto no regimento geral da universidade desde 2011, por isso precisa ser aprovado o quanto antes. “Roubo, dano ao patrimônio público, roubo, assédio moral, sexual, racial, violência física e o mais grave do que nós temos detectado agora é a questão do estupro. Situações que precisam ser apuradas.”