fbpx
Home / Santa Catarina / Um esporte diferente que virou oportunidade de negócio

Um esporte diferente que virou oportunidade de negócio

[bloqueador2]

Foto por Daniel Búrigo

(Foto: Daniel Búrigo)

Clique para Ampliar


Lucas Renan Domingos

Há aproximadamente 15 anos, dois espanhóis, moradores de Barcelona, buscaram no conhecido futevôlei do Brasil a inspiração para criar um novo esporte, o Fut Toc. A ideia consiste em uma mistura entre as modalidades do pingue-pongue, do futebol e, claro, do futevôlei. Os praticantes do esporte, jogado em uma mesa de pingue-pongue, têm como objetivo fazer algumas embaixadinhas com uma bola de futebol e arremessar para o campo adversário, fazendo com que ela quique mais de uma vez na mesa ou não consiga ser dominada pelo adversário e dar continuidade na partida.  

A modalidade possui uma confederação e até cam- peonatos mundiais. Porém, a prática ficou conhecida após cair nos gostos dos jogadores Neymar e Xavi, quando ambos jogavam pelo Barcelona. A partir daí o esporte passou a virar uma febre entre os jogadores profissionais, principalmente os brasileiros. A mesa do Fut Toc, que era reta, ganhou uma curvatura, as regras definidas foram a de dar até três toques na bola, sem utilizar os braços e mãos, e jogá-la para o outro lado, seguindo a lógica de fazê-la cair no outro campo. Até mesmo o nome no Brasil foi modificado, passando a ser chamado de Futmesa.

O esporte também chegou em Criciúma. O que para muitos era uma brincadeira, para o carpinteiro Leandro Machado virou uma oportunidade de negócio. Após ver vídeos na internet de jogadores como Ronaldinho Gaúcho e outros craques da bola brincando na modalidade, ele resolveu criar a marca AM Futmesa e passou a fabricar suas próprias mesas para comercializar.

Os conhecimentos dos materiais necessários para a fabricação e a experiência na sua profissão foram fatores facilitadores para chegar ao modelo adequado. “Eu fiz o projeto à mão e levei para um amigo meu que é metalúrgico. Ele falou que a estrutura de ferro para suporte era possível de ser feita e então comecei a fa- bricar. Eu queria algo que as pessoas pudessem levar para qualquer canto. Por conta disso coloquei uma pintura eletrostática e fiz com compensado naval, para não estragar com o tempo e até porque o esporte permite que o jogador suba na mesa”, destacou.

 

A primeira venda

Machado desenvolveu o primeiro modelo há pouco mais de um mês e ficou para ele como um teste e para a divulgação do produto. Aos fins de semana ele coloca a mesa no Parque das Nações para quem desejar jogar. Divulgações passaram a ser feitas nas redes sociais e logo surgiram alguns potenciais clientes. Ele confessa que a AM Futmesa ainda não se tornou sua principal fonte de renda, mas está satisfeito com o resultado.

“Muitas pessoas vieram pedir orçamento. Jogadores como lateral Ezequiel, que jogava no Criciúma e hoje está no Cruzeiro, outros jogadores profissionais do próprio Criciúma e pessoas comuns que desejam ter a mesa em casa, como foi o caso do meu primeiro cliente. A primeira encomenda vai ser entregue em poucos dias, mas já tenho mais umas três negociações bem encaminhadas”, afirmou.

 

Para desenvolver habilidades

O esporte não é para qualquer um. Exige habilidade para controlar a bola, um bom condicionamento físico para conseguir aguentar horas seguidas de jogo e a prática para ir aperfeiçoando as habilidades. Machado comenta que, apesar das regras, o importante no esporte é entrar na brincadeira.

Para ele, o Futmesa é uma atividade que desenvolve recursos do ser humano, como o reflexo e a capacidade de criação e imaginação. “É uma modalidade muito interessante. Cada um cria as suas próprias regras entre os amigos e a família e começa a jogar. O mais importante é a diversão”, frisou.

[/bloqueador2]