
A queda constatada no Natal considera os produtos vendidos nos shoppings no mês de dezembro. Em 2014, as vendas desse mesmo período tiveram crescimento real de 3% em relação ao Natal do ano anterior.
“Com crédito mais escasso, juros mais altos, dólar ao redor R$ 4 e inflação elevada, não tem como obterresultado positivo nas vendas de Natal. O desemprego maior e as incertezas da economia e da política contribuíram para que o consumidor não gastasse”, diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.
Os lojistas esperavam gasto médio de R$ 110 por presente neste ano, mas o consumidor gastou ainda menos. “Foi 10% a menos do que prevíamos, o que mostra a retenção mesmo do consumo”, afirma o executivo.
No acumulado do ano, as vendas dos shoppings somaram R$ 130,5 bilhões, queda de 2,8%, já descontada a inflação do período. Dos oito segmentos do comércio pesquisados, seis tiveram desempenho negativo. Somente perfumaria e cosméticos (3,7%) e joias e relógios (3,2%) tiveram alta nas vendas.
Diante do mau desempenho, os lojistas devem incrementar as promoções e as liquidações em janeiro. “O consumidor vai encontrar descontos de 70%, em média”, diz Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor da Alshop.
EMPREGO
O emprego temporário neste período de Natal também teve o pior resultado dos últimos 15 anos, segundo a associação.
Neste ano, foram abertas 96 mil vagas temporárias nos shoppings do país ante 138 mil contratações em 2014, o que representa redução de 30,4%.