Pedro Rocha teve uma noite inesquecível no Mineirão nesta quarta-feira. Ele foi autor de dois gols, acabou expulso e chorou na vitória do Grêmio por 3 a 1 sobre o Atlético-MG na primeira partida da final da Copa Brasil. Por muito pouco, porém, o destino do atacante não foi longe dos gramados.
Ele foi descoberto por olheiros do São Paulo quando jogava em escolinhas em Vitória, Espírito Santo. No time do Morumbi, o garoto passou três anos (entre 2005 e 2008) e atuou ao lado de jogadores como Ademílson, Rodrigo Caio e Casemiro.
“Quando eu ia morar no alojamento em Cotia o São Paulo me dispensou. Foi nessa época que com 14 anos eu pensei em desistir do futebol. Voltei para minha cidade e fui morar em casa de novo”, contou o camisa 32 gremista, ao ESPN.com.br.
Apesar da tristeza que sentiu, ele recebeu muito incentivo da família, sobretudo de seu pai, que não o deixou abandonar a bola. Alguns meses depois, Pedro foi tentar a sorte em outro time.
“Fui morar na casa da minha tia e passei no teste no Clube Atlético Diadema no sub-17, ainda na base. Assinei contrato e fui emprestado ao Juventus da Moóca para jogar sub-17 e sub-20”.
No tradicional clube da capital paulista conhecido como Moleque Travesso, o atacante guarda boas recordações de algumas travessuras que fez.
“Professor Celinho era um treinador que eu gostava muito, mas era bem durão e não gostava que jogador usasse brinco nem boné. Eu sempre tirava quando chegava lá, mas às vezes esquecia e tomava dura”.
“Uma vez eu esqueci e fui de boné numa partida e ele falou: ‘Me dá esse boné porque hoje vou ficar com ele e você vai fazer gol’. Ele usou no jogo e não é que fiz dois gols? Depois do jogo, ele brincou: ‘Agora vou usar seu boné todo dia’ (risos)”.
Pedro Rocha jogou a Copa São Paulo de futebol júnior de 2013 e cruzou com seu futuro clube. “Saímos nas oitavas de final para o Grêmio e fui bem, acho que depois disso eles ficaram de olho em mim. Joguei pelo profissional naquele ano na Copa Paulista e fiz uns gols”.
No ano seguinte, ele foi contratado pelo clube gaúcho e ficou por dez meses na equipe sub-20. O jovem subiu ao time principal pelas mãos do treinador Luis Felipe Scolari, em 2015.
“Como tinha um pouco de experiência por ter jogado no profissional, eu soube usar isso no sub-20. Fiquei dez meses e o Felipão me subiu. A emoção foi grande, eu estava de férias em casa e fique sabendo por meio do meu empresário. Foi a realização de um sonho”.
Quem mais se ficou feliz com o sucesso de Pedro Rocha é Jessé, seu pai e fã número um. Ele assiste todos os jogos e deixa arquivado os feitos do atacante.
“Meu pai sempre me incentivou a jogar, mesmo quando estava sem dinheiro ele dava um jeito. Isso marcou muito a minha vida. Esse sonho de ser um grande jogador é dele também”.
“Ele anota todos os meus gols em um caderninho desde 2002, quando eu comecei em Vitória”.
Seu Jessé anotou com muito orgulho os dois gols mais importantes da carreira do filho.
Fonte: Uol