A Polícia Civil, por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime em Curitiba (Nucria), prendeu na manhã desta quinta-feira (9) um homem suspeito de estupro de vulnerável e lesão corporal grave. A vítima é uma menina de três anos.
A criança foi escalpelada e não tem mais parte do couro cabeludo. Além disto, ela teve o ânus completamente rompido por inserção de objeto contundente ou por um pênis. Ainda não há confirmação neste sentido. A menina também tem lesões no intestino, além de desnutrição crônica, anemia intensa e atraso no desenvolvimento psíquico.
A vítima ficou internada por 30 dias no Centro de Terapia Intensiva do Hospital de Clínicas, que comunicou a polícia sobre as lesões. A criança permanece hospitalizada e está sob os cuidados do Conselho Tutelar.
A polícia ainda não sabe qual ferramenta foi usada ou como ocorreu o escalpelamento (Foto: Reprodução / Rede Massa)
De acordo com o delegado-adjunto do Nucria, Tito Lívio Barrichello, o suspeito é padrasto da menina. O homem, em depoimento inicial, não confirmou a violência. Quando foi preso, ele mudou a sua versão e disse que batia na menina com chinelo e pedaços de couro, o que teria, conforme o suspeito, causado as lesões no ânus e no intestino.
Barrichello considerou a versão como uma grande “mentira”. “Em toda a minha vida jurídica eu não vi nada parecido com isto, uma lesão tão grave. Nem mesmo a promotora ou o juiz que atuam no caso”, comentou.
A mãe da vítima, de 21 anos, tem origem indígena e foi ouvida no Nucria. Ela apresentou como versão para o escalpelamento que a criança estava com um chiclete grudado no cabelo e que o couro cabeludo foi arrancado quando houve uma intervenção para tirar a goma de mascar. A polícia ainda não sabe qual ferramenta foi usada ou como ocorreu o escalpelamento.
A mãe da vítima, de 21 anos, tem origem indígena e foi ouvida no Nucria (Foto: Reprodução / Rede Massa)
A mulher não foi presa, mas vai responder pelo crime de omissão e também será indicada como co-autora do estupro. “A criança não conseguia segurar as fezes”, enfatizou Barrichello.
Colaboração Polícia Civil e Lucas Rocha / Rede Massa