Nesta sexta-feira (28/04), movimentos sociais e centrais sindicais de diversas categorias realizam uma greve geral em protesto às reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB).
Em São Paulo, metroviários, motoristas de ônibus e professores anunciaram que vão participar da paralisação. Entre os organizadores, estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. Segundo a CUT, os representantes sindicais estarão presentes no protesto marcado para as 17h no Largo da Batata, Zona Oeste da capital paulista.
Temer determinou o corte do ponto dos funcionários públicos que aderirem à paralisação.
Na quarta-feira (26/04) à noite, depois de muitos protestos da oposição, o plenário da Câmara aprovou, por 296 votos a 177, o Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que trata da reforma trabalhista. O projeto, que é um dos principais alvos da greve geral de hoje, altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
ACOMPANHE:
.
08:49 – O congestionamento está abaixo da média, com 45 quilômetros em São Paulo, segundo a Companhia de Engenharia de Trânsito (CET).

08:25 – A pista sentido Rio da Ponte Rio-Niterói foi liberada depois de ficar bloqueada das 6,20h até às 8h de hoje (28). O tempo de travessia da ponte agora é de 33 minutos, cerca de 20 minutos a mais do que os 13 minutos normais. Na avenida do Contorno (no trecho norte da BR-101), há engarrafamento de oito quilômetros, na altura do km 320, em Niterói, bem próximo ao acesso à Ponte Rio-Niterói, segundo a concessionária Autopista Fluminense. Na mesma rodovia, na altura de Campos dos Goytacazes, um bloqueio atinge o km 62. Na Rodovia Rio-Santos, que é o trecho sul da BR-101, há bloqueios em Itaguaí, com engarrafamento de um quilômetro, e em Angra dos Reis. A retenção é de dois quilômetros.
08:20 – Moradora de Franco da Rocha, a funcionária pública Fabiana Oliveira aguardava carona próximo ao Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A seu lado, 11 pessoas aguardavam pelo micro-ônibus, os únicos que circulam na capital paulista nesta manhã. Para chegar ao trabalho, Fabiana dormiu na casa de um parente, na Raposo Tavares, acordou às 5h e pegou uma carona. Funcionária da penitenciária de Leopoldina, ela disse que a chefia adiantou que não descontaria o dia. “Opa, minha carona chegou”, disse antes de embarcar.
08:12 – Manifestantes bloqueiam a ponte Rio-Niterói, na altura do vão central, pista em direção ao Rio, com reflexos na rodovia Niterói-Manilha, extensão da BR-101, no bairro de Niterói. No sentido contrário, a ponte está liberada nos 13 kms de extensão. Outro ponto bloqueado é a Avenida Rodrigues Alves, na zona portuária do Rio, onde um pequeno grupo de manifestantes fecha a pista em direção à ponte Rio-Niterói. A Avenida Radial Oeste está com uma faixa de trânsito bloqueada por manifestantes, na altura da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj), mas não chega a interromper o tráfego de veículos. A Linha Vermelha, via expressa que vem da Baixada Fluminense e se liga à Linha Amarela, esteve fechada por manifestantes durante cerca de 30 minutos, mas no momento já está totalmente liberada ao tráfego. As estações das barcas na Praça XV, Cocotá, na Ilha do Governador e Charitas, em Niterói, e o serviço de catamarãs estão funcionando. Já a Praça Araribóia, em Niterói, está com acesso à estação bloqueada por manifestantes.

08:00 – Avenida Nove de Julho com pouco movimento, em horário de rush na capital paulista.
07:57 – Houve protesto em dois pontos da BR-040, em Congonhas e Contagem, ambas cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal. Há registro também de manifestação na MG-010, que liga Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins. Uma manifestação foi marcada pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) e outras centrais sindicais para as 9h na Praça da Estação, com passeata que seguirá até a Praça Sete, ambas na região central da capital.
07:56 – No Rio de Janeiro, os ônibus urbanos estão funcionando com a frota reduzida, mas atendendo à população. Em nota, a Rio Ônibus informa que todas as empresas que integram os consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz estão operando. Já as concessionárias do metrô e trens da SuperVia operam sem problemas. Os trens saem e chegam ao terminal Central do Brasil procedentes dos subúrbios e da Baixada Fluminense dentro dos horários.
07:51 – Em Sorocaba, o transporte amanheceu parado. Ônibus intermunicipais de longa distância que chegam à cidade são escoltados pela Polícia Militar para desembarcar passageiros no terminal rodoviário, vazio. Quatro pessoas foram detidas quando ateavam fogo a pneus na Avenida Afonso Vergueiro, região central da cidade. A família da comerciante Nadir Souto, que chegou de Avaré (SP), ficou sem ônibus para seguir até a capital. Ela e os dois filhos esperavam que o transporte se normalizasse. “Pensamos em tomar um uber, mas vai ficar muito caro”, disse Souto.
07:45 – “Esse terminal só fica vazio em feriado, mas olha que ainda tem movimento. Do jeito que está hoje, não vi não”, disse funcionário da estação de metrô Pinheiros. A empresa ofereceu transporte para chegar ao trabalho, mas a maioria não sabe como voltará para casa. Os funcionários do turno da noite aguardam carona do supervisor, que só vai chegar ao meio-dia.

07:24 – Morador de Osasco, o porteiro Adailton Costa dormiu na casa do irmão em Rio Pequeno para chegar ao trabalho em Santo Amaro. Ele entra no expediente às 6h, mas aguardava abertura do metrô. “Espero que não me descontem esse dia. A gente não tem culpa, né?” E quem está na portaria agora? “Não tenho ideia”.

07:20 – Policiais afastaram manifestantes que haviam bloqueado vias de acesso à avenida 23 de Maio, na área central de São Paulo.
07:16 – Manifestantes do Sindicato dos Aeroviários que estavam protestando dentro do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, seguiram em passeata pela Avenida Washington Luís. A via ficou parcialmente interditada. O grupo seguiria até a sede do Sindicato para assembleia. De acordo com informações de funcionários das companhias aéreas, os protestos geraram atrasos na maioria das viagens. Pelo menos cinco voos da Latam haviam sido cancelados.
07:12 – Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), nenhuma das seis linhas que ligam a Grande São Paulo opera nesta manhã. De acordo com o Metrô, apenas a Linha 4-Amarela, que é privatizada, está funcionando. Estações dos outros quatro ramais estão fechadas. Na estação Itaquera, na zona leste, um aviso colado na entrada da plataforma informa que não haverá serviço, enquanto passageiros tentam buscar alternativas para chegar ao destino. A faxineira Alda Fernandes de Souza, de 48 anos, teme perder o emprego por causa das paralisação. Ela trabalha no Centro da capital e diz que o metrô é sua única opção de transporte. “Não consegui ainda avisar aos meus patrões que não vou conseguir chegar”, disse. O segurança Marlon Marcos Uchôa diz que vai acabar perdendo o dia de trabalho, mas considera importante o protesto. “É para melhorar a vida da gente. Todos temos que nos unir”, afirmou. (via O Globo)

07:03 – O segurança Carlos Eduardo aguarda diante da estação de metrô pinheiros, na zona oeste de São Paulo, pela carona de um supervisor da empresa em que trabalha. Ele veio de Embu das Artes, na Grande São Paulo, com ônibus da EMTU, desceu no Butantã e chegou a Pinheiros. Se a carona não aparecer, ele disse que voltará para casa. “Minha mulher me disse para nem ir trabalhar, mas eu falei: “Vou ao menos tentar””.
07:00 – Brasília amanheceu sem transporte de ônibus e de metrô. Quem tenta chegar ao trabalho procura transporte alternativo, como vans, táxis e veículos particulares. Os acessos para o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek estão interditados pela Polícia Militar por medida de precaução, pois manifestantes bloquearam as vias e puseram fogo em barreiras de pneus. Algumas pessoas deixaram os veículos e foram a pé até o terminal. A Inframerica, concessionária que administra o aeroporto, informou, em comunicado publicado em sua página na internet, que, devido à paralisação, o terminal está operando, mas que podem ocorrer atrasos nos voos.
06:50 – A Rodovia Presidente Dutra tinha bloqueios em Guarulhos, na Grande São Paulo, e nas cidades paulistas de Caçapava, São José dos Campos e Taubaté, informou a concessionária CCR NovaDutra.
06:30 – Apesar da greve dos aeroviários, os passageiros não encontram dificuldade para embarcar ou desembarcar no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

06:05 – Em São Paulo, funcionários da padaria Flor de Sumaré, na zona oeste de São Paulo, foram trabalhar de táxi ou Uber, com transporte pago pela empresa. Um deles dormiu na casa da gerente da padaria para pegar carona.
06:00 – O movimento no aeroporto internacional de Guarulhos começou mais cedo, com passageiros chegando mais cedo por medo de perder o voo.

05:30 – “Não tem metrô?”, perguntou o empresário Deusdith Junior, de Pindamonhangaba, ao chegar ao terminal Pinheiros. Ele sabia da greve, mas disse que os amigos de São Paulo haviam dito que “o Doria não ia deixar a greve acontecer”.

05:00 – Ontem, em Brasília, a Força Nacional foi convocada para fazer a segurança na Esplanada dos Ministérios. Os soldados se postaram diante do Congresso Nacional, onde a Câmara votou pela reforma trabalhista.
04:50 – Ao longo da madrugada e início da manhã, manifestantes fizeram bloqueios com pneus e fogo nas rodovias Anchieta, Regis Bittencourt e Anhanguera, na chegada à capital, além de Cônego Domênico Rangoni, no litoral. A rodovia Hélio Schimdt, que leva motoristas da capital paulista ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, ficou bloqueada até por volta das 3h30.
04:30 – Os portões da estação de metrô Corinthians-Itaquera, parada final da Linha Vermelha na zona leste, permaneceram fechados nesta sexta-feira. Funcionários disseram que não há expectativa de funcionamento. A categoria decidiu aderir ao chamado dia de greve geral, organizado por centrais sindicais. “A paralisação dificulta a chegada ao serviço, mas precisamos ter nossos direitos e a greve ocorrendo desta forma só dificulta a situação”, disse o técnico em Logística, Daniel Soares. (via Estadão Conteúdo)
Fonte: Epocanegocios