Residência oficial ocupada pela ex-presidente Dilma Rousseff até 6 de setembro de 2016, o Palácio da Alvorada continuou tendo praticamente a mesma média de consumo de água mensal após a saída da petista.
Dados obtidos pelo R7 por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que a média de gasto de água mensal no Alvorada em 2016 foi de 5.427 m³ (5,4 milhões de litros).
Em setembro, foram usados 6.795 m³; em outubro, 4.333 m³; em novembro, 4.080 m³, e em dezembro, 5.005 m³.
Os números mostram ainda que o consumo de água na residência presidencial começou a cair substancialmente apenas em fevereiro deste ano, quando chegou a 1.590 m³. Em março, atingiu 968 m³, e em abril, 1.493 m³.
Na pior crise hídrica da história do DF, residência oficial de Temer dobra consumo de água
Desde a metade do ano passado, tem aumentado o risco de desabastecimento de água no Distrito Federal, em virtude do baixo volume de chuvas.
No começo desde ano, o governo começou a adotar medidas de racionamento e redução da pressão, mas que não atingiu as residências oficiais, segundo o presidente da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal), Maurício Luduvice.
Em comparação com o Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, onde mora o presidente Michel Temer, o Alvorada chegou a gastar até dez vezes mais água.
O terreno tem cerca de 400.000 m² e o prédio tem 7.000 m². Enquanto isso, o Jaburu tem 190.000 m² de terreno e 4.283 m² de área construída.
Fonte: R7
