A grande maioria dos brasileiros consome algum tipo de medicamento em seu cotidiano, desde analgésicos comuns para dores de cabeça até drogas controladas para controle de condições médicas mais delicadas. O tradicional armário dos remédios é parte importante da organização da casa e da saúde, e atualmente é quase sempre possível encontrar alguma substância para controlar os sintomas que frequentemente nos incomodam.
No entanto, uma experiência comum e desagradável é abrir a caixa de um novo medicamento e se deparar com uma bula gigantesca, com páginas e páginas em papel frágil e com letra em tamanho pequeno. Apesar de conter informações cruciais como a dose adequada, aplicações e contra indicações da substância, é extremamente comum que a bula seja perdida ou descartada – o que pode gerar graves perigos no futuro, quando precisamos encontrar o remédio correto para nossa doença ou durante emergências. Agora, uma nova pauta entre as indústrias e agências reguladoras promete aliviar este problema usando os códigos QR. Confira.
O que são códigos QR?
Os códigos QR não são uma tecnologia nova, mas a popularização dos smartphones com câmeras e a familiarização do público com seu uso fazem com que os códigos QR possam ser aplicados de forma cada vez mais frequente em nosso cotidiano. A tecnologia é a sucessora dos tradicionais códigos de barras, e utiliza uma pequena imagem quadrada para transmitir informações – basta escanear o código com a câmera para receber uma página na internet, dados de contato, informações de pagamento, e outros dados digitais.
Já amplamente utilizados para pagamentos via Pix em todo o país, os códigos QR podem ser usados de forma segura segundo a VPN ExpressVPN, sem custos adicionais e com baixo investimento necessário para as empresas responsáveis. Atualmente, a câmera de aparelhos Android e iPhones já é capaz de escanear os códigos QR de forma automática, bastando apontar na direção da imagem.
Bula digital via Código QR
Aproveitando o uso dos códigos QR cotidianamente em 2023, e buscando aliviar o problema da organização e perda de bulas em papel, a Alifar (Associação Latino-Americana das Indústrias Farmacêuticas) anunciou seus esforços para obter a aprovação dos governos dos países da América Latina para substituir as bulas em papel por um código QR impresso nos medicamentos, que pode ser escaneado para abrir imediatamente uma versão digital através de qualquer smartphone.
A pauta já está sendo discutida pela Anvisa, agência reguladora do setor no Brasil. A proposta promete reduzir o impacto ambiental por diminuir a impressão de milhares de bulas em papel, muitas vezes redundantes. De todo modo, se aprovada, a medida será implementada de forma lenta e gradual: por um dado período de tempo, os medicamentos virão com a bula tradicional em papel e com o código QR impresso em suas embalagens, permitindo que consumidores se adaptem à nova tecnologia. Também é possível que certas categorias de medicamentos, como aqueles dedicados ao tratamento de distúrbios cognitivos ou motores, continuem a incluir a bula em papel para sempre, nunca sendo completamente substituída pela versão digital.
Os códigos QR devem se tornar cada vez mais comuns nos produtos consumidos durante o cotidiano do consumidor – há também sugestões para sua inclusão em alimentos, exibindo ficha nutricional, receitas e orientações importantes. Resta aguardar o parecer das agências reguladoras no país e sua implementação na farmácia.