Acatando os pedidos do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o Tribunal do Júri de Novo Hamburgo condenou, nesta quinta-feira, 13 de março, a 28 anos de reclusão em regime fechado por homicídio quadruplamente qualificado (motivação torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa e feminicídio), homem que assassinou sua companheira e jogou o corpo em um valão de esgoto.
O crime aconteceu no dia 14 de agosto de 2021, por volta das 7h, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, quando o acusado, após perseguir sua companheira pelas ruas e alcançá-la, desferiu diversos golpes de faca contra ela.
Segundo testemunha que presenciou a ação, a vítima implorou de joelhos para que o réu não a matasse, mas mesmo assim, ele desferiu nove facadas. Após ela tombar no chão, já desfalecida, o assassino chutou o seu corpo em direção a um valão de esgoto existente na rua Odon Cavalcante.
Conforme o promotor de Justiça Robson Jonas Barreiro, que atuou em plenário, o crime teve por motivação o sentimento de posse que o réu nutria pela vítima, que também sofria constante e reiterada violência doméstica e familiar. O homem alegava ter feito uso de drogas e álcool e alegou não se lembrar de nada. Além disso, já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas. A vítima deixou dois filhos.
“O feminicida matou com bruteza e covardia extremada. Foi impiedoso mesmo diante da súplica de sua companheira. Matou com violência excessiva, golpeando repetidamente o corpo com plena consciência do que estava fazendo. Depois de consumado o crime, chutou o corpo da vítima em direção a um esgoto, revelando ali todo o seu menosprezo à vítima e à sua condição de mulher”, disse Barreiro.