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Estudante indígena da Mediação Tecnológica é aprovado em Medicina na Universidade Federal de Rondônia

10/02/2026
in Rondônia

O modelo combina aulas transmitidas ao vivo por professores, a partir de estúdios centrais, com o acompanhamento de um professor presencial

A educação pública de Rondônia alcançou mais uma conquista com a aprovação do estudante Luiz Fernando Souza Kaxarari, de 19 anos, no curso de Medicina na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Aluno da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jayme Peixoto de Alencar, localizada no distrito de Extrema, em Porto Velho, o jovem cursou todo o ensino médio por meio da Mediação Tecnológica, política educacional do governo de Rondônia, executada pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) que amplia o acesso ao ensino em regiões mais distantes do estado.

Pertencente ao povo indígena Kaxarari, Luiz Fernando representa não apenas uma vitória pessoal, mas um marco para toda a comunidade escolar e para os povos originários de Rondônia, demonstrando que o acesso à educação de qualidade transforma realidades e amplia horizontes.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a aprovação do estudante representa a força da educação pública e das políticas que garantem oportunidades em todas as regiões do estado. “Essa conquista reflete os investimentos do governo em educação, especialmente em projetos que levam ensino de qualidade a locais mais distantes, reforçando o compromisso da gestão com uma educação inclusiva, que transforma vidas e constrói um futuro melhor para todos”, salientou.  

A secretária de Estado da Educação, Albaniza Oliveira, ressaltou que o resultado evidencia a importância da Mediação Tecnológica como política pública educacional. “A aprovação do Luiz Fernando demonstra que a Mediação Tecnológica cumpre seu papel de garantir acesso, equidade e qualidade no ensino. É uma política que fortalece a autonomia dos estudantes, valoriza o trabalho dos professores e leva educação de excelência a todos os territórios, inclusive às comunidades indígenas. Essa conquista é coletiva e simboliza o compromisso da gestão com uma educação pública forte e transformadora”, afirmou.

O superintendente regional de Educação de Extrema, Marquelino Santana, destacou o significado da conquista para a educação pública do estado. “Apesar das dificuldades que encontramos por residirmos em um distrito, não devemos deixar de valorizar a educação e as vitórias de cada estudante em sua jornada pelo conhecimento. Como professores, estamos felizes em ver um estudante da nossa rede estadual aprovado em Medicina em uma universidade federal.”

A aprovação do aluno reafirma a importância da Mediação Tecnológica como política pública educacional estratégica

MEDIAÇÃO TECNOLÓGICA

A Mediação Tecnológica é uma política pública educacional voltada a garantir o acesso ao ensino em regiões de difícil acesso, como distritos, áreas rurais, ribeirinhas e comunidades indígenas. O modelo combina aulas transmitidas ao vivo por professores especialistas, a partir de estúdios centrais, com o acompanhamento de um professor presencial em sala de aula, responsável pela mediação pedagógica, orientação dos estudantes e apoio às atividades. A iniciativa segue o currículo da rede estadual e tem como objetivo assegurar equidade, permanência e qualidade no processo de ensino-aprendizagem.

De acordo com Luiz Fernando, a Mediação Tecnológica foi fundamental para alcançar uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Fui aluno da Mediação Tecnológica durante todo o ensino médio, e esse projeto me auxiliou muito para conseguir uma boa nota. Ele me ajudou a criar uma rotina de estudos, inclusive depois de finalizar o ensino médio, além de desenvolver mais confiança e autonomia. Também reforçou disciplinas fundamentais como redação, matemática e ciências da natureza”, relatou o estudante.

VITÓRIA COLETIVA

A professora presencial Rosemar Viana, que acompanhou Luiz Fernando durante sua trajetória escolar, destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos três anos de convivência com a turma. “Sempre quis que meus alunos alcançassem bons resultados naquilo que desejam para a vida. Nós, professores da Mediação Tecnológica, ficamos três anos com a mesma turma, o que cria uma conexão de amizade e cooperação. Sou exigente, mas solidária, porque sei que o resultado é individual, mas a vitória é coletiva”, enfatizou.

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Tags: aprovadoEstudantefederalIndígenamediaçãomedicinaRondoniatecnológicauniversidade

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