A farra da cobrança de pedágio na BR-364 acaba de encontrar um obstáculo de peso. Em uma decisão que ecoa o sentimento de revolta da população rondoniense, a Justiça Federal colocou a ANTT e a concessionária contra a parede, exigindo explicações imediatas sobre os valores abusivos cobrados de quem precisa trafegar pela rodovia.
O deputado federal Lúcio Mosquini, autor da ação popular, trouxe à tona o que muitos já suspeitavam: o projeto que sustenta a cobrança pode estar baseado em uma realidade que não existe mais, servindo apenas para inflar o lucro das empresas às custas do bolso do trabalhador.
O golpe dos dados defasados: 2020 Não é 2026!
A denúncia é grave e escancara o abuso. A base para o cálculo do pedágio utiliza dados de tráfego de 2020. É um escárnio com o cidadão imaginar que o fluxo de veículos de seis anos atrás — em pleno período de pandemia — reflete a pujança atual do agronegócio e do transporte em Rondônia.
- A conta não fecha: O deputado afirma que o número de veículos que circulam hoje na BR-364 deve ser, no mínimo, o dobro do que foi registrado em 2020.
- Lucro astronômico: Se passa mais carro, a arrecadação é muito maior do que a prevista no projeto básico original.
- Silêncio culpado: A Justiça deu um prazo de cinco dias para que a ANTT explique por que insiste em ignorar a realidade atual para manter tarifas exorbitantes.
Redução de 50% Já!
Não se trata de um pedido de ajuste, mas de uma exigência de justiça tarifária. Com a arrecadação batendo recordes não previstos, a lógica é simples e direta: o preço do pedágio tem que diminuir, no mínimo pela metade.
“O juiz federal deu cinco dias para a NTT falar que tudo que eu escrevi lá é mentira ou verdade e qual a explicação deles para um pedágio tão caro” — afirmou Mosquini em vídeo publicado hoje.
A “Nova BR-364” não pode ser sinônimo de exploração. Enquanto a ANTT se enrola em planilhas defasadas, o povo de Rondônia segue pagando a conta de um projeto que parece ter sido desenhado para sugar cada centavo de quem produz.
Fiquem de olho na Folha Nobre. Não daremos trégua enquanto esse abuso não for corrigido e os preços não caírem para um valor justo. A luta contra o pedágio abusivo da BR-364 continua!.
