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quarta-feira, 08 julho 2020, 03:43
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Editorial – A nova greve dos caminhoneiros já é realidade

Foto do Facebook Pátria Amada Basil
Foto do Facebook Pátria Amada Brasil

Contra a vontade das organizações políticas, sindicatos e do Governo Federal, a mobilização em torno da greve dos caminhoneiros por várias regiões do país, já torna realidade a grande paralisação.

O representante do Comando Nacional do Transporte está convocando todo o Brasil para participar da greve dos caminhoneiros (clique aqui e acompanhe a tag “caminhoneiros” e fique por dentro da greve). Ivar Luiz Schmidt já liderou a greve do início do ano de 2015 e agora pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff. A greve que inicia nesta segunda-feira, 09 de novembro, já possui a adesão de milhares de caminhoneiros em vários estados da nação.

O movimento possui uma adesão muito forte nos estados da Região Sul e os problemas de abastecimento de combustível e alimentos já são temidos pela população. Muitas postos já ficaram sem combustível, pelo fato dos motoristas terem se adiantado no abastecimento.

O Governo Federal, por meio da presidente Dilma Rousseff, já criou um gabinete específico para lidar com a situação da greve (clique aqui para ler).

A pauta do movimento encabeçado pelo caminhoneiro Schmidt requer entre melhorias gerais no sistema, alguns pontos específicos à categoria, como redução do valor do óleo diesel, criação do frete mínimo, anulação das multas das manifestações anteriores, reserva de mercado de 40% nas cargas onde o governo é agente pagador, refinanciamento onde todos os bancos aceitem, respeito as decisões do fórum do transporte que foi criado, liberação de crédito com juros subsidiados no valor de 50.000,00 para transportadores autônomos.

Outros itens que a categoria reivindica são na área trabalhista, como aposentadoria com 25 anos de contribuição; salário unificado em todo território nacional, bem como gratificações; fator previdenciário permanecer em 1% para as empresas de transporte de cargas.

Na pauta, o movimento salienta que não se nega a contribuir com o país, mas quer que o país também faça sua parte, uma vez que se considera a única categoria no país que trabalha hoje, pelo mesmo valor de 10 anos atrás.

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), emitiu uma nota (clique aqui para ler) para esclarecer alguns pontos sobre a atuação dos policiais nesta manifestação. A nota que serve para resguardar os PRFs dos possíveis abusos do comando, mostra nas estre linhas o apoio da entidade às reivindicações da categoria.

Com esse possível apoio dos PRFs, os caminhoneiros temem o uso da força bruta pelo exército. Vídeos circulam na rede fazendo alusão à organização do exército para conter as manifestações a partir desta segunda-feira. Este fato demonstra que realmente as manifestações possam ser contidas à força bruta.

Sindicatos da categoria não apoiam as manifestações (clique aqui para ler). Primeiro, todos que possuem CNPJ correm o risco de ter que arcar com as milionárias multas instituídas em caso de decisão judicial. A bem provável decisão judicial, contra os caminhoneiros, é um temor das instituições, o outro, pode ser o lado obscuro da política, que talvez para os líderes dessas entidades, esteja tudo bem e a categoria não precise de mais nada.

A queda da presidente Dilma talvez não seja uma alternativa, pois o Governo utilizará esta opção como alusão ao golpismo e rapidamente enfraquecerá a manifestação. Mas as pautas justas da categoria, associadas a adesão pacífica da sociedade, são sim, causas justas e nobres da parte de quem as reivindica.

Da Redação – Folha Nobre

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