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Justiça nega recurso, e mãe de Neymar seguirá como ré em processo

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A Justiça espanhola determinou, nesta quinta-feira, que Nadine Gonçalves, mãe de Neymar, siga alvo no processo que envolve seu filho, o pai de Neymar, o Santos e o Barcelona com relação às fraudes na transação envolvendo o atleta para o clube catalão. O juiz José De La Mata interpretou que a sócia da empresa N&N teve participação nas operações que lesaram o fundo DIS.

DIS é um fundo de investimento que detinha 40% do passe de Neymar à época da negociação com o Barcelona, e cobra seus direitos com relação a sua porcentagem na transação, defendendo que o valor pago diretamente pelos espanhóis não equivale ao combinado no princípio por conta de acordos particulares entre o Santos, a empresa que representa o atleta e o Barcelona.

Os advogados pedem que Nadine seja colocada no banco dos réus assim como Neymar, já que tem direitos sobre a N&N Consultoria, empresa que agencia Neymar e que, à época da transação, cobrou 40 milhões de euros (cerca de R$ 138 milhões) de indenização pela transferência um ano antes do previsto. O clube catalão desembolsou 57 milhões de euros (cerca de R$ 187 milhões) para adquirir o passe, além dos valores de luvas, que fizeram a conta chegar aos 86,2 milhões de euros (cerca de R$ 283,3 milhões).

Em seu recurso, a mãe de Neymar clamou pelo mesmo tratamento concedido a Javier Faus, ex-vice presidente do clube catalão, que foi removido das investigações de De La Mata por falta de indícios de participação.

No entanto, na ata do processo, o juiz afirma que a empresa N&N foi constituída durante as negociações e tinha como único cliente o próprio filho. Defendendo que Nadine Gonçalves teve pleno conhecimento da negociação, o juiz concluiu que a sociedade se construiu com a única finalidade de “tomar parte na operação”.

Com a DIS movendo ações penais e cíveis contra o Santos, o Barcelona e a família de Neymar, os réus, acusados de estelionato e corrupção privada, podem ser condenados a pagarem uma indenização, mas também podem ir à prisão. De acordo com o que rege a Justiça espanhola, a pena para esses dois crimes variam entre seis meses e quatro anos de prisão. Somadas, podem acarretar em oito anos de prisão.

Fonte:Gazeta Esportiva