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quarta-feira, 21 agosto 2019, 12:34
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Investigação sobre o caso Camila Sacoman continua, diz delegado

Com a apreensão de um adolescente de 17 anos acusado de ter estrangulado e queimado o corpo da também adolescente Camila Sacoman, na madrugada do dia 13 deste mês. 

As primeiras suspeitas, logo quando o corpo da adolescente foi encontrado, eram que ela teria sido morta em um incêndio e um celular teria iniciado o fogo. Mas, as investigações avançaram durante o dia depois que Polícia localizou os cabos do celular. A perícia encontrou um fio de secador de cabelo enrolado no pescoço da vítima. 

De acordo com o delegado, após ser levantada a suspeita de que o adolescente seria o autor do crime, ele foi ouvido pelo delegado, acompanhado de um advogado, e tentou despistar os policiais. “Ele disse que estava em outro lugar no dia do crime, mas os policiais já tinham provas naquele momento que a versão contada pelo adolescente não era verdadeira. Todas as provas o apontavam no local do crime e por isso ele continua detido”, explicou Leomar Gonçalves. 

Os investigadores apuraram que antes do crime, o menor infrator teria brigado com sua namorada em uma festa onde a vítima também estava. Em seguida, Camila levou a namorada do menor criminoso para casa sem ele saber, o que o deixou irritado. 

Após deixar a amiga, a vítima retornou para a festa e horas depois Camila foi para sua casa na companhia de outra pessoa. Logo em seguida o crime aconteceu. “As investigações também vão dizer se o adolescente já estava na casa aguardando a vítima chegar ou se ele chegou logo depois. Também queremos saber se ele cometeu o crime sozinho ou se teve ajuda de alguém”, esclareceu o delegado. 

Leomar Gonçalves informou que a primeira parte do caso, que é a identificação do autor do crime, já está solucionada e foi encaminhado para o Ministério Público (MP). A polícia chegou até o acusado por elementos de provas durante as investigações e foi definida a autoria do crime. “Ele foi indiciado pelo crime de ato infracional análogo ao crime de homicídio e ao crime de incêndio criminoso”, disse o delegado. 

Durante as investigações, várias testemunhas e suspeitos foram ouvidos e agora estão sendo cruzados os dados, entre outras diligencias para poder concluir o inquérito.



Fonte: Rondoniagora 

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