
São alternativas para escapar da possível quebra da Previdência Social, sistema público que paga as aposentadorias, auxílios-doença, auxílios-reclusão, pensões por morte e outros benefícios dos brasileiros do setor privado — veja um raio-X da Previdência no quadro abaixo. Em 2017, rombo da Previdência deverá chegar aos R$ 183 bilhões, de acordo com cálculos do Planejamento.
O especialista em Previdência Newton Conde explica que, no Brasil, a “Previdência Social, como adota o mutualismo e depende de uma ajuda mútua, em que participam o cidadão, o empresário e o governo, vai chegar a um momento que não dá para garantir uma aposentadoria muito alta”.
— A sociedade não vai aguentar. Vai chegar a um ponto, como aconteceu nos Estados Unidos, em que a aposentadoria será muito baixa. É como se chegasse aqui e dissesse que a aposentadoria será de, no máximo, dois salários mínimos, ou seja, de R$ 2.000 a R$ 2.500 [daqui a alguns anos]. Se quer mais, você vai ter a sua previdência privada.
O educador financeiro e criador do site Quero Ficar Rico, Rafael Seabra, explica que o brasileiro não tem “o hábito de poupar dinheiro” porque “quanto mais ganhamos, mais gastamos”. Por isso, Seabra recomenda que o jovem brasileiro comece a aplicar parte do seu dinheiro desde cedo.
— É necessário aprender a investir para garantir uma renda complementar ao benefício previdenciário, sob pena de passar por grandes apuros quando se aposentar.
Para Conde, “o ideal é entrar com 20 ou 25 anos na previdência privada” porque “não adianta chegar aos 50 anos, perceber que a aposentadoria será baixa e querer pagar uma previdência privada”.
— Não adianta [investir aos 50 anos], ele não vai conseguir porque entrará muito tarde. O jovem deveria ter uma educação financeira de tal sorte que aos 20 anos ele já fizesse a sua previdência privada, ou melhor, complementar.
Aplicar sozinho x contar com o banco
Começar a pensar no futuro ao contratar uma previdência privada é uma alternativa para o jovem, mas, afinal, vale a pena pagar as taxas dos bancos para ter essa “gordura” no futuro? Rafael Seabra explica que o problema dos planos de previdência privada é o custo.
— As taxas cobradas são tão altas que consomem boa parte da sua rentabilidade, inviabilizando este investimento. É aqui que entra o investimento em títulos públicos.
Como solução, o educador financeiro recomenda a compra de títulos públicos com vencimento no longo prazo.
— O Tesouro Direto é mais seguro e mais rentável que qualquer aplicação financeira disponível para pequenos investidores. E possui uma grande vantagem para os jovens, sobretudo aqueles que têm pouco dinheiro para investir: é possível investir a partir de apenas R$ 30.
Ao repassar o controle dos seus investimentos para terceiros em vez de investir por conta própria, explica Seabra, “você perde dinheiro com o pagamento de taxas e ainda deixa de investir diretamente numa das melhores aplicações financeiras do mercado”.
Fonte:R7