
“A seca do rio Acre nos preocupa porque pode comprometer o abastecimento de água nos municípios que dependem dele, mas também estamos preocupados com as queimadas”, explica o coordenador da Defesa Civil do Estado do Acre, major Cláudio Falcão. “Algumas cidades já amanhecem encobertas por fumaça”, conta. “Nos preocupamos com a questão ambiental e com o impacto é direto na saúde de crianças e idosos, pois as queimadas ocorrem nas redondezas e dentro dos municípios”, avalia.
Ele diz que o órgão já encaminhou a documentação necessária à Brasília para que o Ministério da Integração Nacional reconheça a situação de emergência hídrica e também sobre as queimadas. O Acre está sob um Decreto de Emergência assinado pelo governador Tião Viana no último dia 7 por causa do nível do rio Acre, que já é o mais baixo da história.
Prevenção e combate
Segundo o major, o Governo do Estado criou uma sala de situação liderada pelo Corpo de Bombeiros para monitorar o nível dos rios e as queimadas. “Vários órgãos foram com convidados a participar. Compartilhamos informações com estudos e tabelas e discutimos as futuras ações”, explica.
Para a prevenção e combate de queimadas o Estado tem realizado operações integradas entre os órgãos ambientais como o Instituto de Meio Ambiente do Acre, Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e Defesa Civil.
Monitoramento
De 1º de janeiro a 30 de julho de 2016, o Estado registra 592 focos de incêndio. O maior número de queimadas já registrado pelo Inpe no Acre foi em 2003, com 6.859 focos. Neste ano, junho teve 87 focos, 117% a mais que o recorde de 2015, quando teve 40 registros. Até este sábado (30), julho registra 467 focos, 26% mais que o recorde de 2005, quando teve 368.
Fonte:Portalamazônia