Em tempos que muito se fala de sustentabilidade e preservação ambiental, parece que o Brasil está caminhando de marcha ré.

Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que entre janeiro e junho desse ano, o número de focos de queimadas foi 81% maior do que a média histórica, marcada desde 1999. So no estado do Amazonas, foi registrado um aumento de 746% no número de focos de queimadas em relação à média histórica.
O rastro de fumaça deixado por essas ações são assustadores, pois se torna um ciclo vicioso: as queimadas liberam gases de efeito estufa, isso aquece o planeta, quanto mais o planeta aquece, mais seca fica a floresta maiores são as chances dela ser queimada no futuro.
E o problema ainda vai perdurar: o objetivo do governo brasileiro é zerar o desmatamento ilegal na Amazônia apenas no ano de 2030. Isso significa que, caso eles consigam alcançar a meta, ainda teremos que suportar mais 14 anos de queimadas na floresta. E não há uma meta para acabar com o desmatamento ilegal no resto do país.
Não podemos mais compactuar com tal crime. Ele está destruindo nossas florestas, nossa biodiversidade e nosso planeta. A ONG Greenpeace apresentou em 2015 o Projeto de Lei Desmatamento Zero no Congresso Nacional. A petição já conta com 1,4 milhão de assinaturas.
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Fonte:Ondda