
Apesar de ser uma unidade de atendimentos em urgência e emergência, outros procedimentos médicos são feitos. Pacientes de todo o estado vão para o pronto-socorro. Na clínica médica, por exemplo, foram atendidos 6.734 pacientes, sendo que a maioria foi consultada e voltou para casa.
Porto Velho é quem mais encaminha pacientes para o João Paulo II. Em média, 75% são da capital, e poderiam ser atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do município, instaladas nas zonas Leste e Sul. Na sala de emergência, chamada de sala vermelha, é o local onde chegam os pacientes graves, com atendimentos imediatos.
De acordo com o médico Thiago Almeida, responsável pelo setor de emergência, pacientes vítimas de trauma graves causados por acidentes de trânsito, é a maioria, uns são encaminhados por outros municípios, sendo que a capital lidera esse número de atendimento.
O João Paulo II recebe pacientes além do Estado de Rondônia, de Humaitá e Lábrea, cidades do Sul do Amazonas. “Esses pacientes são encaminhados ao pronto-socorro devido à falta de estrutura, equipamentos modernos e até mesmo de profissionais habilitados, para atender a essas pessoas, em suas cidades de origem. Elas chegam em estado grave. Nossa equipe médica consegue atender a toda essa demanda. “Temos cinco médicos na clínica médica, três cirurgiões gerais, e os residentes que fazem os atendimentos iniciais dos politraumatizados”, disse Thiago Almeida.
Os atendimentos no setor de ortopedia cresceram em relação ao ano de 2015, que foram 8.239, e em 2016 foram 13.399, o que comprova que o número de acidentes de trânsito continua alto, causando um “inchaço” dentro do João Paulo II. Em Porto Velho, a maioria é provocada por motociclistas.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, a imprudência de condutores reflete diretamente dentro do Hospital João Paulo II. “Sabemos que esse problema não é só aqui. É em todo o País. Isso prejudica qualquer planejamento estratégico anual”, disse o secretário.