terça-feira, 29 setembro, 2026
No Result
View All Result
Folha Nobre
  • Todas Notícias
  • Rondônia
  • PodCast
Folha Nobre
No Result
View All Result
Folha Nobre
No Result
View All Result

Aline de Pieri – “Jardim Botânico de Brasília, um santuário do Cerrado” – Brasília

11/10/2019
in Distrito Federal

[bloqueador2]

Inaugurado em março de 1985, o Jardim Botânico de Brasília teve sua proposta de localização registrada no documento Plano Piloto para a Nova Capital, de Lucio Costa. Ou seja, desde o início da cidade. Com 5 mil hectares – 4.500 deles intocáveis –, o espaço é um convite à contemplação do cerrado, vegetação predominante local em perfeito estado de conservação. Peculiaridade que eleva esse enorme cenário verde à categoria de Estação Ecológica, ou seja, está entre as cinco mais restritas unidades de conservação do país, um selo instituído pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

O local é um exuberante museu da natureza contemplado por mais de 30 mil visitantes por mês – entre 200 a 800, só de estudantes de escolas públicas e particulares, todos amparados por relevante projeto de educação ambiental. Vinculado à Secretaria de Meio Ambiente do DF (Sema), o Jardim Botânico de Brasília tem entre suas principais atividades a constituição e manutenção de coleções de plantas, desenvolvimento de pesquisas, trabalhos de conscientização ecológica e lazer orientado.

Em entrevista à Brasília, a diretora-executiva do espaço, Aline De Pieri, falou sobre as ações de revitalização realizadas nessa gestão e apresentou novidades, como a construção de uma loja de souvenires com produtos relacionados ao Jardim Botânico de Brasília, que ficará pronta até o fim deste ano. Aline também comentou a vocação da Estação Ecológica para pesquisa e estudos científicos. “Às vezes as pessoas não têm essa noção, acham que aqui simplesmente é um parque dentro da cidade, mas não. Nós abrigamos coleções aqui”, constata.

Como você define o Jardim Botânico de Brasília?

É um órgão relativamente autônomo, subordinado à Secretaria de Meio Ambiente. O Jardim Botânico é um espaço de contemplação, de lazer contemplativo, é um museu aberto. As pessoas visitam as espécies que temos aqui, nossa flora e nossa fauna. Elas geralmente são entusiastas da natureza, pesquisadores, mas, também, há o público normal. E é um lugar que fomenta pesquisa e educação ambiental.

Quais são as principais atividades oferecidas?

O espaço em si, com toda a sua riqueza da flora e fauna, já é um atrativo. Mas temos diversos pontos que interagem com o público de diversas maneiras, como o anfiteatro, que é aberto a projetos culturais, o herbário, o jardim evolutivo, que fala da evolução das plantas e seu sistema reprodutivo, o jardim sensorial, que é um jardim de cheiro que traz o resgate das ervas medicina, fazendo as pessoas terem contato com os aromas. Entre outras coisas, temos a Estação Ecológica, espaço dedicado,exclusivamente aos pesquisadores. Às vezes as pessoas não têm essa noção, acham que aqui simplesmente é um parque dentro da cidade, mas não. Nós abrigamos coleções aqui.

O que mudou, quais as novidades apresentadas nessa nova gestão?

Fizemos a revitalização total em vários espaços, fomos vendo o que estava errado e melhorando aqui e ali. Banheiros e mirante foram reformados, fizemos a duplicação da via de acesso que era dividida com pedestres, bicicletas e carros. Reformamos os quiosques e a portaria. Colocamos novas lixeiras, arrumamos as placas de trânsito. O orquidário estava um pouco abandonado e arrumamos. Há novidades, alguns projetos estão acontecendo. Vamos fazer licitação para construir um restaurante. Até o final do ano sai uma loja de suvenires do Jardim Botânico porque é um lugar que as pessoas visitam e querem levar alguma coisa. Uma emenda parlamentar vai permitir a construção de um projeto de irrigação o que será ótimo porque os meninos que atuam nos jardins vão para lá e para cá com o caminhão-pipa e não dão contam de atender toda demanda, ainda mais com esse tempo seco do DF, que demanda grande quantidade de água.

Enfim, o trabalho que fazemos de educação ambiental realmente é nosso carro-chefe e temos várias frentes voltadas ao tema. As visitas das escolas podem ser guiadas ou não. Às vezes, a escola dispensa o acompanhamento do educador ambiental, passeiam e conhecem o local por conta própria.Aline De Pieri, diretora-executiva do Jardim Botânico de Brasília

Como vocês trabalham a educação ambiental?

Uma de nossas principais ações é o atendimento às escolas públicas e particulares, que fazem o agendamento. As informações estão no nosso site. Também recebemos pessoas ligadas às instituições filantrópicas, mas o grande público é o de escola. Em média, são 15 mil alunos por ano, que fazem uso do espaço de diversas formas. Elas são recepcionadas pela equipe de educação ambiental do Jardim Botânico, que coloca a garotada em contato com a natureza, dão aula sobre o meio ambiente, mostram as nascentes, falam da importância das fontes do cerrado. O trabalho que fazemos de educação ambiental é nosso carro-chefe e temos várias frentes voltadas ao tema. As visitas das escolas podem ser guiadas ou não. Às vezes, a escola dispensa o acompanhamento do educador ambiental, passeiam e conhecem o local por conta própria. Outra coisa bacana envolvendo a educação ambiental é que eles estão ensinando as crianças a fazerem uma roça, a trabalharem com agricultura em casa, ou seja, a terem o seu cantinho, sua própria horta.

O trabalho que fazemos de educação ambiental é nosso carro-chefe e temos várias frentes voltadas ao temaAline de Pieri

Quais são os projetos de pesquisa desenvolvidos dentro do JBB?

Desenvolvemos vários tipos de pesquisas. Um deles é o de coleta de sementes e espécies da flora dentro das áreas da Estação, isso porque temos uma base de semente, um projeto de coleta desse material para alimentar nosso herbário e outros herbários da cidade, permitindo as trocas dessas informações e das plantas. Também desenvolvemos o projeto de monitoramento de fauna, com o uso de câmera trap (equipamento típico para registros no meio ambiente) dentro da estação ecológica. Outro dia a gente viu que nasceu um lobinho, o que é uma coisa muito boa, porque mostra que há um equilíbrio lá dentro, que eles estão conseguindo fazer a reprodução aqui. Outro trabalho de pesquisa envolve o monitoramento de atropelamento da DF 001 (via que circunda a bacia do Rio Paranoá e passa pelo Jardim Botânico). Fazemos o controle das espécies invasoras na Estação, aquelas que precisam ser manipuladas, retiradas. Por fim, fazemos o monitoramento de incêndio aqui com a nossa brigada.

Vocês têm um trabalho de conscientização de preservação do meio ambiente?

É uma semente que a gente planta e que tem a ver com esse trabalho de educação ambiental que começa com as crianças desde pequenas. Usamos muito as redes sociais para falar do assunto, sempre postando informações que valorizam o espaço, falando da importância desse lugar, qual é a missão dele, orientando as pessoas a respeitar o ambiente. Fora isso tem as campanhas junto ao à Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

O que é exatamente a Escola Superior do Cerrado?

Trata-se de um projeto que o governador quer muito que aconteça, mas ainda não está implementada. Quando eu cheguei aqui houve a inauguração das salas de aulas. Estamos correndo atrás de credenciamento, atrás de licença da seção ambiental, do Corpo de Bombeiros. Estamos em negociação com a Funab – Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab), pois é ela que vai fornecer o quadro de professores.

Quantas nascentes existem no Jardim Botânico e como funciona a parceria do Jardim Botânico com a Caesb?

Cerca de 25 nascentes. Elas são intermitentes, desaparecem e voltam. E temos aqui, também, quatro captações da Caesb dentro de um acordo de captação de água. Como contrapartida, a empresa pública nos fornece os veículos oficiais, nos ajuda com pessoal na fiscalização do espaço. É um termo que vai acabar agora em novembro e que quero renovar apostando em contrapartida mais substanciais para a apostar em novos projetos. O que mais precisamos aqui é de cercamento do espaço e acredito que a Caesb pode nos ajudar nisso. Temos problema aqui porque a área da Estação não é permitida à visitação e há ciclistas que vão até lá, pessoas que tomam banho nas cachoeiras, burlam a fiscalização e pulam a cerca. E aqui temos nascentes que são intocáveis porque garantem o abastecimento dos moradores da região do Lago Sul e Jardim Botânico.

Como funciona o projeto da  Alameda das Nações com as embaixadas?

É um projeto que temos na Alameda das Nações. Basicamente entramos em contato com as embaixadas que queiram participar dessa parceria nos cedendo um pedacinho do seu país. A gente gostaria que nesse espaço tivesse espécies de cada país especificamente. Mas, às vezes, isso não é possível devido à climatização. Então, fazemos uma homenagem aos países que topam fazer parte do projeto usando plantas nossas. Assim que entrei o jardim da Polônia estava em andamento. Temos o jardim de Israel e agora estamos em conversa com a embaixada de Bangladesh. A ideia é revitalizar essa área para que as pessoas possam andar dentro do jardim e conhecer um pouco da cultura dos outros países.

Entrevista Jardim Botânico de Brasília meio ambiente

Fonte: www.agenciabrasilia.df.gov.br/2019/10/10/aline-de-pieri-jardim-botanico-de-brasilia-um-santuario-do-cerrado

[/bloqueador2]

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Tweet
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Threads(abre em nova janela) Threads

Podcast

Folha Nobre - Desde 2013 - ©

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Todas Notícias
  • Rondônia
  • PodCast

Folha Nobre - Desde 2013 - ©

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite a página Política de Privacidade.