Manter a caderneta atualizada ajuda a identificar doses pendentes e imunizantes indicados conforme idade, histórico vacinal e condições individuais
A vacinação acompanha diferentes fases da vida e não se limita à infância. Na idade adulta, a necessidade de determinadas doses pode depender do histórico de vacinação, da faixa etária, de condições de saúde, da atividade profissional e até de viagens para locais com recomendação específica. Por isso, a caderneta de vacinação continua sendo um documento importante para orientar a prevenção.
Entre os imunizantes que podem fazer parte da proteção de adultos estão as vacinas contra hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e sarampo, caxumba e rubéola. Outras vacinas podem ser indicadas para grupos específicos, como idosos, gestantes, profissionais de determinadas áreas ou pessoas com condições clínicas que aumentem o risco de complicações.
O histórico vacinal orienta a necessidade de novas doses
A indicação de uma vacina para adultos não significa necessariamente que seja preciso iniciar todo o esquema novamente. Antes da aplicação, o profissional de saúde verifica os registros disponíveis e identifica se há doses pendentes ou reforços previstos.
A hepatite B é um exemplo. Para quem não foi vacinado ou não possui comprovação das doses necessárias, o esquema pode envolver três aplicações. Quando existe um esquema incompleto, as doses podem ser completadas conforme a orientação do serviço de saúde, sem que seja necessário reiniciar todo o processo.
A vacina dT, que protege contra difteria e tétano, também exige atenção ao histórico. Após o esquema inicial, são previstos reforços periódicos. A frequência pode mudar em situações de exposição a determinados riscos, como ferimentos que apresentem possibilidade de contaminação.
Por esse motivo, guardar a caderneta e apresentar os registros durante uma consulta ou atendimento de vacinação facilita a definição das doses indicadas.
Febre amarela e tríplice viral estão entre os imunizantes avaliados
A vacina contra febre amarela pode ser recomendada para adultos de acordo com o histórico de vacinação e a situação epidemiológica da região onde vivem ou pretendem viajar. Para quem vai a uma área com circulação do vírus e tem indicação para receber a vacina, o Ministério da Saúde orienta que a aplicação seja feita com antecedência antes da viagem.
Outro imunizante importante é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A necessidade de doses varia conforme a idade e o histórico vacinal. Para trabalhadores da saúde, por exemplo, existem recomendações específicas independentemente da faixa etária.
A vacinação contra essas doenças também pode assumir importância durante o planejamento de uma gestação. Por isso, mulheres que pretendem engravidar podem verificar a situação vacinal previamente e receber orientação sobre quais imunizantes são indicados antes da gravidez.
Algumas vacinas são direcionadas a grupos específicos
A vacinação adulta também inclui recomendações destinadas a determinados grupos. A vacina contra varicela, por exemplo, pode ser indicada para trabalhadores da saúde e povos indígenas que não tenham histórico da doença ou estejam em dúvida sobre essa informação. Há ainda imunizantes pneumocócicos indicados em situações específicas, conforme as características e o histórico de vacinação da pessoa.
A idade também pode modificar as recomendações. Para pessoas idosas, por exemplo, a vacinação contra influenza faz parte da rotina anual, enquanto a vacinação contra covid-19 possui indicação específica nessa faixa etária. Outras doses podem ser recomendadas conforme condições clínicas e histórico vacinal.
Pessoas com condições de saúde específicas também podem receber orientações diferentes das previstas para a população geral. Nesses casos, a avaliação profissional ajuda a definir quais imunizantes podem ser administrados e qual esquema deve ser seguido.
Onde atualizar a vacinação?
A atualização pode ser feita na rede pública, conforme a disponibilidade e os critérios do Programa Nacional de Imunizações, ou em serviços privados que ofereçam os imunizantes indicados. A vacina particular pode ser uma alternativa para quem busca determinados serviços ou vacinas disponíveis na rede privada, sempre considerando a indicação para cada caso.
A ausência da caderneta não impede a vacinação. O Ministério da Saúde orienta que a pessoa procure uma unidade de saúde para verificar sua situação e, quando necessário, solicitar uma nova via do documento.
Manter os registros organizados ajuda a evitar doses desnecessárias e facilita a identificação de vacinas que ainda precisam ser administradas. A conferência também pode ser feita antes de viagens, durante o planejamento de uma gestação ou quando ocorre alguma mudança nas condições de saúde. Assim, a vacinação na vida adulta pode ser acompanhada de acordo com o histórico individual e as recomendações específicas para cada fase da vida.