Em agosto, a pesquisa Quaest para o governo de Rondônia mostrava Marcos Rogério (PL) com 24% das intenções de voto, e 22% dos eleitores ainda estavam indecisos. Seis semanas depois, nas urnas, ele teve 56,86% dos votos válidos e foi eleito no primeiro turno. A diferença entre os dois números é grande, mas os dois não medem exatamente a mesma coisa.
O que dizia a pesquisa
O levantamento da Quaest foi feito de 21 a 24 de agosto, com 804 eleitores, margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e registro RO-05711/2026 na Justiça Eleitoral. No cenário estimulado, os números eram estes:
| Candidato | Pesquisa (agosto) | Urna (4 de outubro) |
|---|---|---|
| Marcos Rogério (PL) | 24% | 56,86% |
| Adailton Fúria (PSD) | 21% | 20,06% |
| Hildon Chaves (União Brasil) | 10% | 14,22% |
| Expedito Netto (PT) | 10% | 7,71% |
| Samuel Costa (PSB) | 2% | 0,46% |
| Pedro Abib (MDB) | 1% | 0,70% |
Na pesquisa, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam, e 22% estavam indecisos.
Por que não dá para comparar direto
A pesquisa calcula os percentuais sobre todos os entrevistados, inclusive indecisos, brancos e nulos. O resultado da urna usa só os votos válidos. Na conta da redação, se os 32% de indecisos, brancos e nulos fossem tirados da pesquisa, Marcos Rogério ficaria com cerca de 35% e Adailton Fúria com cerca de 31%. Mesmo assim, o vencedor teve bem mais votos do que o esperado.
Uma pesquisa mostra o retrato de um momento, e não uma previsão. Entre a pesquisa e a eleição passaram-se seis semanas de campanha e muitos eleitores ainda decidiam o voto.
Fontes: SBT News e Rondônia Dinâmica.
