Texto de opinião, com humor, baseado em números do primeiro turno.
Procura-se: 18 pontos percentuais de eleitores. Vistos pela última vez nas urnas de Rondônia, em 4 de outubro, em algum lugar entre o voto para presidente e o voto para governador.
A conta que não fechou
Lula (PT) teve 25,89% dos votos válidos para presidente em Rondônia, segundo levantamento do Portal Amazônia. Expedito Netto, candidato do mesmo PT ao governo do estado, teve 7,71%, ou 72.851 votos. Em português claro: de cada dez pontos que Lula conquistou, o candidato do partido levou pouco mais de três.
Achados e perdidos
Os números não dizem em quem cada eleitor votou, então é impossível saber para onde foi esse eleitorado. O que as urnas mostram é que Marcos Rogério (PL) teve 56,86%, Adailton Fúria (PSD) 20,06% e Hildon Chaves (União Brasil) 14,22%. O eleitor de Lula pode ter votado nesses nomes, em branco, nulo, ou ter ido tomar um café. A urna não conta.
Para ser justo
Netto ficou à frente de Pedro Abib (0,70%) e de Samuel Costa (0,46%), e a eleição para governador tem outro tabuleiro, com nomes locais, alianças e pouca relação com a corrida presidencial. Nem sempre o voto de um eleitor para presidente acompanha o voto para governador.
O PT ainda tem uma chance de mostrar força em Rondônia: o segundo turno presidencial, entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), será em 25 de outubro. Até lá, o desafio do partido no estado segue o mesmo: encontrar esses 18 pontos.
Fontes: Portal Amazônia e Rondônia Dinâmica.
