Comer uma maçã e beber seu suco pode parecer equivalente, mas o organismo não responde da mesma maneira. Ao transformar a fruta em bebida, especialmente quando o líquido é coado, parte das fibras se perde, a saciedade tende a diminuir e os açúcares podem ser absorvidos mais rapidamente. Por isso, a melhor opção costuma ser consumir a maçã inteira, com casca e bem higienizada.
No Dia Mundial da Maçã, celebrado em 21 de outubro, a nutricionista Larissa Lima, dos Hospitais São Camilo de São Paulo, explica o que muda em cada preparo. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 100 gramas de maçã com casca fornecem cerca de 2,4 gramas de fibras, contra 1,3 grama na versão descascada, diferença de aproximadamente 85%.
“A casca não é apenas uma proteção da fruta. Ela concentra parte das fibras e dos compostos antioxidantes que são importantes para a alimentação. Quando a retiramos, a maçã continua sendo saudável, mas perdemos parte desses nutrientes”, explica.
No suco industrializado sem adição de açúcar, o teor de fibras pode cair para cerca de 0,2 grama a cada 100 gramas. A maçã batida no liquidificador, sem coar, preserva mais fibras do que o suco filtrado.
Quanto consumir por dia
A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 400 gramas de frutas, verduras e legumes por dia e ao menos 25 gramas de fibras para adultos. Uma maçã média com casca (cerca de 180 g) fornece aproximadamente 4,3 gramas de fibras. Não há recomendação específica de quantas maçãs comer por dia; o ideal é variar as frutas.
Agrotóxicos e higienização
Descascar pode reduzir parte dos resíduos, mas não os elimina por completo, e ainda tira nutrientes. A recomendação é lavar a fruta em água corrente. Para reduzir resíduos, pode-se deixá-la submersa de 15 a 20 minutos em uma solução de uma colher de sopa de bicarbonato de sódio para um litro de água.
Fonte: assessoria de imprensa dos Hospitais São Camilo de São Paulo