O Outubro Rosa, dedicado ao câncer de mama, tem sido também um ponto de partida para discutir a saúde da mulher de forma mais ampla. A Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ) lembra que o quadril é uma das regiões mais afetadas por fraturas graves, especialmente após a menopausa, quando a perda óssea se acelera.
A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, e, segundo o Ministério da Saúde, para cada homem com a doença, três mulheres têm o diagnóstico. Estudos da Fundação Internacional de Osteoporose indicam que uma em cada três mulheres com 50 anos ou mais sofrerá uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida. Como a doença costuma ser silenciosa, muitos casos só são descobertos depois da fratura.
“Para as mulheres, especialmente após a menopausa, o quadril se torna uma região crítica, porque a perda óssea aumenta o risco de fraturas graves”, afirma o ortopedista Osvaldo Pires, presidente da SBQ.
Quando procurar um ortopedista
Dor no quadril, na virilha ou na parte externa da coxa por mais de duas semanas, que piora ao caminhar ou subir escadas ou limita atividades simples. Também exigem atenção imediata quedas seguidas de dor intensa, dificuldade de apoiar o pé, mancar de repente, sensação de instabilidade e dor que impeça o sono.
Como prevenir
A SBQ recomenda atividade física regular com fortalecimento, equilíbrio e impacto moderado; ingestão adequada de cálcio e vitamina D; evitar tabagismo e excesso de álcool; manter o peso saudável; fazer avaliação médica periódica, com densitometria óssea quando indicada; e adaptar a casa para evitar quedas, retirando tapetes soltos, instalando barras de apoio e usando calçados antiderrapantes.
Fonte: assessoria da Sociedade Brasileira do Quadril (Engaja Comunicação)
