Muita gente aprende a fazer sexo antes de aprender a falar sobre ele, e essa dificuldade pode levar pessoas a fingir prazer, esconder fantasias ou aceitar situações desconfortáveis para não decepcionar o parceiro. Segundo a neuropsicóloga Fernanda Purificação, conversar sobre o tema é fundamental para que os parceiros conheçam as vontades um do outro sem transformar o prazer em obrigação.
Por que é difícil falar sobre sexo
Vergonha, medo de comparação e receio de magoar o outro estão entre os motivos. “Se toda tentativa de conversar termina em deboche, interrogatório ou cara fechada, esse silêncio tem contexto”, afirma a especialista.
Fingir prazer afasta o casal
Quando alguém finge, o parceiro tende a repetir o comportamento por acreditar que agrada, e a insatisfação escondida pode virar frustração e distanciamento. O caminho é expressar preferências de forma concreta, como explicar que um toque mais leve ou outro ritmo é mais prazeroso.
Fantasias sem cobrança
Compartilhar uma fantasia não significa exigir sua realização. A sugestão é começar deixando claro que não há compromisso de colocar a ideia em prática: “Tenho uma curiosidade e queria conversar com você. Podemos falar sobre isso sem compromisso de fazer?”.
Consentimento durante o sexo
Perguntar se algo está confortável ou pedir mudança de ritmo ajuda a acompanhar as preferências do parceiro. O silêncio não confirma prazer nem consentimento, e um “não” deve ser respeitado sem insistência ou punição.
Como começar
A orientação é começar com pequenas conversas, sem esperar uma crise, perguntando o que foi agradável ou o que poderia ser diferente. Se o diálogo termina sempre em ataques, a terapia pode ajudar; havendo medo de retaliação ou coerção, a prioridade é a segurança e o apoio individual.
Fonte: assessoria de imprensa / entrevista concedida ao Sexlog