A prévia da inflação oficial (IPCA-15) fechou outubro em 0,32%, menos da metade dos 0,7% de setembro. No acumulado de 12 meses, porém, chegou a 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta do governo; em setembro, o acumulado era de 4,47%.
O que pesou
Alimentos e bebidas foram a principal pressão, com alta de 0,88%, puxada por tomate, cebola, batata e arroz. Os combustíveis subiram cerca de 1,2%, com destaque para o diesel. A maior queda veio das passagens aéreas, de 9,24%.
Habitação foi o único grupo em baixa (-0,10%), principalmente porque a energia elétrica ficou mais barata com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde.
Sem tendência firme
O economista Roberto Troster avaliou que a desaceleração é bem-vinda, mas ainda não indica queda sustentada: “ganhou-se uma batalha contra a inflação, mas a guerra ainda não acabou”. O IPCA completo de outubro será divulgado em 12 de novembro.
Com informações da Agência Brasil.