Apenas 5% das crianças pequenas receberam as três doses da vacina contra a covid-19, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O diretor do programa, Eder Gatti, atribui a baixa adesão à desinformação e a ataques à vacina durante a pandemia.
Casos graves em 2026
Neste ano, a covid causou mais de mil internações e 25 mortes de crianças e adolescentes, 15 delas em menores de 2 anos. Entre 2020 e 2022, mais de 23 mil crianças com menos de 11 anos tiveram síndrome respiratória aguda grave pela doença, e 1.067 morreram. De 2020 a 2023, o país registrou 2.115 casos de síndrome inflamatória multissistêmica em crianças e adolescentes, com 142 mortes.
Por que não vacinam
Pesquisa do IBGE de 2023 apontou que 15% das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos não estavam vacinados. Entre os responsáveis, quase 40% citaram medo de reações adversas ou de injeções, 22% acharam desnecessário e 18% desconfiavam da vacina.
Foram aplicadas mais de 6 milhões de doses pediátricas durante a pandemia, sem mortes registradas, e 92% das reações notificadas foram leves e esperadas. Estudo da USP com dados de 24 cidades mostrou que a vacina reduziu em 97% os casos graves em crianças.
Calendário
Desde 2024, a vacina faz parte do calendário básico aos 6, 7 e 9 meses de idade, e as doses podem ser aplicadas antes dos 5 anos. O imunizante é armazenado congelado e, depois de descongelado, só pode ser usado por dez semanas. O orçamento do PNI quase dobrou, de R$ 5 bilhões para quase R$ 10 bilhões previstos para o próximo ano.
Com informações da Agência Brasil.
