Nos dias 5 e 6 de novembro de 2026, a cidade de Salvador (BA) sediará o III Workshop de Cases de Comunicação do Sistema de Justiça, ocasião em que serão apresentadas as estratégias de comunicação criadas para o projeto Família Acolhedora. Ao todo, 20 trabalhos de comunicação elaborados por órgãos de variadas partes do Brasil (Tribunais de Justiça, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, Procuradorias e Escolas da Magistratura) farão parte do encontro. Da mesma forma, a videorreportagem referente ao projeto Escola no Judiciário, promovido pela Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), obteve seleção.
A intenção da iniciativa é divulgar metodologias, estratégias e lições aprendidas, estimulando outros setores de comunicação pública a aperfeiçoarem a atuação em pautas fundamentais, a exemplo de direitos humanos, infância e adolescência. Com uma trajetória marcada pela excelência e premiações que incluem 11 conquistas no Prêmio Conbrascom em modalidades variadas, a Coordenação de Comunicação Institucional do Tribunal de Justiça de Rondônia (CCOM-TJRO) verá outro de seus projetos ganhar destaque.
Case do TJRO
A apresentação do TJRO destaca a ação “Família Acolhedora: o acolhimento é temporário, mas o amor é para sempre”, com coordenação de Ana Lídia Daibes, além de roteiro e direção assinados pela jornalista Ana Carolina Cardoso. Lançada em março de 2024, a campanha buscou dar ampla divulgação e eficácia a uma modalidade garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pelo Marco Legal da Primeira Infância, cuja procura no estado permanecia reduzida.
Embora a legislação estabeleça o acolhimento familiar como preferencial em relação ao acolhimento institucional em abrigos, somente o município de Ji-Paraná e a capital, Porto Velho, mantinham a medida em funcionamento em Rondônia. Em Porto Velho, a quantidade de famílias inscritas jamais superara três desde 2019.
Com o propósito de transformar esse quadro, a CCOM-TJRO elaborou um vídeo institucional voltado a conscientizar a população, sanar dúvidas, enfrentar preconceitos e motivar as gestões municipais rondonienses a adotarem o serviço.
Resultados
Os reflexos da estratégia de comunicação foram altamente significativos, impulsionando expressivamente a busca pelo serviço. No decorrer de 2024, foram registrados 29 acolhimentos (acrescentados aos 7 remanescentes de 2023), o que proporcionou 5 reintegrações familiares, 5 adoções e a assistência permanente a variados grupos de irmãos, assegurando o direito constitucional e humano de convivência familiar e comunitária.
Da Redação, com informações do TJ-RO
