
No documento, Lewandowski afirma que as ameaças “passam ao largo do direito de expressão constitucionalmente assegurado aos cidadãos, ganhando contornos de crimes para os quais a legislação penal prevê sanções de elevado rigor”. O ministro afirma que todos os responsáveis, estando direta ou indiretamente ligados às ameaças, estão sob investigação e devem responder em juízo, caso hajam provas.
Lewandowski também enviou ofícios para o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, e o advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo. O presidente do tribunal completou o anúncio dizendo estar convicto de que os ministros do STF não se deixarão abalar por possíveis constrangimentos sofridos ou que venham a sofrer e que todos os ministros “continuarão a desempenhar com destemor, independência e imparcialidade a solene atribuição de guardar a Constituição da República que juraram defender.”
Na última semana, o ministro Teori Zavascki foi alvo de seguidos protestos pela decisão que determinou que o juiz federal Sérgio Moro enviasse para o tribunal, todas as investigações da Operação Lava-Jato que envolvessem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Globo