O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) mudou o caminho para contestar o resultado da eleição presidencial. Depois de anunciar, na véspera, que pediria a anulação do segundo turno por causa da prorrogação da votação em algumas seções, ele passou a dizer que pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Lula. Segundo a Folha, aliados e advogados o convenceram a desistir da anulação. Sem apresentar provas, Flávio fala em “abuso de poder político e econômico”.
Lula (PT) venceu com 51,79% dos votos válidos, diferença de mais de 4,3 milhões de votos, e o TSE reconheceu a reeleição no domingo (25). A votação foi prorrogada em duas horas, das 17h às 19h, por decisão do ministro Cristiano Zanin, nas seções que ainda não haviam encerrado. Dados do TSE citados por G1 e CNN Brasil indicam que cerca de 34 mil votos foram depositados após as 17h.
O PL reconheceu o resultado em nota assinada por Valdemar Costa Neto, mas pediu que os “questionamentos” fossem esclarecidos. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou a chance de anulação como “praticamente nula” e pediu que apoiadores não fossem às ruas. Juristas ouvidos consideram remota a possibilidade de reverter o resultado. Uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo ainda pode ser apresentada após a diplomação.
Com informações de O Povo.